Boa vina a ASCLME

Ao longo dos próximos cinco anos (2008-2014), os nove países da região Oeste do Oceano Índico, incluindo Comores, Quénia, Madagáscar, Maurícias, Moçambique, Seicheles, Somália, África do Sul e Tanzânia, irão trabalhar em conjunto através do projecto do Grande Ecossistema Marinho das Correntes de Agulhas e Somali (ASCLME).

Os objectivos do projecto ASCLME são:

  • reunir nova informação importante sobre as correntes oceânicas e o modo como elas influenciam e interagem com o clima, a biodiversidade e as economias da região Oeste do Oceano Índico;
  • documentar as ameaças ambientais que os países da região enfrentam numa Análise Diagnóstica Transfronteiriça (TDA);
  • desenvolver um Programa Estratégico de Acção (SAP) que defina uma estratégia para os países lidarem colectivamente com as ameaças ambientais;
  • fortalecer os conhecimentos científicos e de gestão, com vista à introdução de uma abordagem de ecossistema para gerir os recursos vivos marinhos da região Oeste do Oceano Índico.

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O Projecto ASCLME

O projecto de cinco anos do Grande Ecossistema Marinho das Correntes de Agulhas e Somali (ASCLME) centra-se em dois grandes ecossistemas marinhos (LME) da região Oeste do Oceano Índico. Estes são o LME da Corrente de Somali– que se estende desde as Ilhas Comores e a ponta Norte de Madagáscar até ao corno de África – e o LME da Corrente das Agulhas que se estende desde a ponta Norte do Canal de Moçambique até ao Cabo das Agulhas.

O Projecto ASCLME é financiado pelo Fundo de Ambiente Global (GEF) e implementado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

PirogueO objectivo do projecto ASCLME é assegurar a sustentabilidade a longo prazo dos recursos vivos da região ASCLME através da introdução de uma abordagem baseada no ecosssistema para a gestão.


Os objectivos globais do projecto são:

  • Obter dados de base suficientes para apoiar uma abordagem de ecossistema para a gestão dos LMEs das Correntes de Agulhas e Somali.
  • Produzir uma Análise Diagnóstica Transfronteiriça (TDA) e um Plano Estratégico de Acção (SAP) para ambos os LMEs da Corrente de Agulhas e da Corrente de Somali.

O projecto pretende lidar com os LMEs das Correntes de Agulhas e Somali através de um único processo de avaliação inicial porque (i) esta é uma abordagem mais eficaz em termos de custos para o GEF e (ii) os dois sistemas estão intimamente ligados. De facto, o projecto pretende também estender a avaliação para incluir o Planalto de Mascarene. Existem dados e fortes indícios de que este planalto a Este de Madagáscar possa exercer uma influência considerável em ambos os LMEs através dos seus efeitos na Corrente Equatorial Sul, uma força primária de ambos os sistemas das correntes de Agulhas e Somali. A informação resultante desta fase de avaliação e recolha de dados será usada para desenvolver TDAs discretos e eventualmente SAPs para os ACLME e SCLME, bem como possivelmente para ajudar a confirmar a presença de um LME do Planalto de Mascarene de modo a permitir que seja considerada a possibilidade de iniciar um processo de TDA e SAP para esta área numa fase posterior.

Determinaram-se resultados, produtos e execuções pormenorizados para guiar a implementação do projecto ASCLME. Os produtos e execuções determinam efectivamente as actividades do projecto dentro de um calendário claramente definido.

Está planeada uma série de cruzeiros de investigação oceanográfica bem coordenados para reunir informação acerca da oceanografia e dos recursos vivos marinhos dos dois LMEs. Os recursos costeiros e a sua ligação crítica com o bem-estar das comunidades costeiras serão também minuciosamente examinados. Estima-se que 56 milhões de pessoas, vivendo nos nove países da região, dependam dos recursos destes dois LMEs.

As correntes de Agulhas e Somali têm uma influência enorme nas sociedades e economias da região Oeste do Oceano Índico, mas existem grandes lacunas no nosso conhecimento dos seus processos oceanográficos, biodiversidade e outros aspectos fundamentais. Por exemplo, os cientistas estimam que tenham sido descritas menos de 50% das espécies marinhas ao largo da costa Este de África.

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